Desvendando os Phrasal Verbs sem depender de listas

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Phrasal Verbs

Phrasal Verbs podem parecer assunto de tirar o sono. Afinal verbos que mudam completamente de sentido com o acréscimo de outro termo? Parece mesmo complicado.

No entanto, mesmo na língua portuguesa, lidamos com verbos frasais o tempo todo. A ideia dos phrasal verbs é justamente uma ação composta por uma frase. Ou seja: duas (ou mais) palavras.

No nosso idioma, temos, por exemplo, o “tomar conta”. “Tomar conta” são duas palavras. Porém a ideia só toma sentido com as duas juntas.

O mesmo vale para “cair em si”, “dormir no ponto”, etc. Essas expressões surgem naturalmente, e são assimiladas por todos os falantes.

Mas já imaginou traduzir literalmente “dar o fora” para outro idioma? Ficaria totalmente sem sentido, não é verdade? E o mesmo ocorre com os Phrasal Verbs, que estudaremos hoje.

A importância e utilidade dos Phrasal Verbs na comunicação

Como dito logo acima, os Phrasal Verbs são manifestações naturais do Inglês. Eles nascem do uso, pelos falantes, e se consolidam. Entram, assim, para o dicionário.

E isso ocorre por sua importância no desenvolvimento e profundidade do idioma. Afinal não precisamos criar novos termos se já existem modificações suficientemente boas.

Desse modo, utilizando um único verbo com a adição de outros termos, novas expressões surgem e fixam-se na língua. O leque comunicativo se expande, tornando o Inglês mais completo.

Essa capacidade de tornar mais complexa a expressão é o que dá o tom dos Phrasal Verbs. O Inglês, hoje em dia, não seria o mesmo sem essas bem-vindas transformações.

Portanto torna-se tão importante estudar esses verbos. Eles estarão presentes em tudo com o que tivermos contato, atualmente.

A natureza dos Phrasal Verbs e suas variações

Para não gerar confusão, os Phrasal Verbs não nascem de qualquer junção. Pois é totalmente comum que verbos estejam unidos a outros termos: os complementos.

O que faz de uma união um verbo frasal é a natureza sintática do termo acrescido. Ou seja, é necessário que haja um verbo + uma preposição ou um advérbio.

Reconhecendo preposições e advérbios

Para criar intimidade com a estrutura dos Phrasal Verbs, é necessário também entender a função dos termos. Isso determina nossa capacidade de reconhece-los para, posteriormente, captar seu significado.

Falando de verbos, fica fácil: verbos são palavras que exprimem ações. Podem aparecer conjugados em tempo ou pessoa ou, ainda, no infinitivo.

Já preposições são termos invariáveis que ligam outras palavras, nas orações. A relação estabelecida por elas é de subordinação.

No Inglês, prepositions se comportam do exato mesmo modo. Assim, estabelecem subordinação e relacionamento entre elementos da frase.

The book is on the table — O livro está sobre a mesa, onde ON é a preposição

O livro está… Mas onde? Ora, o ato de estar do livro está ocorrendo sobre a mesa. Em alguma parte do tampo da mesa. O verbo “estar” está relacionado com a mesa. Ela, subordinada a ele.

Há uma série de prepositions a se conhecer. Entre elas, temos on, in, at, to, up, down, beside, after, below, by… Enfim, são verdadeiramente muitas.

Importa, agora, saber seu papel nas orações. Isso nos ajudará a reconhecer os Phrasal Verbs sem sustos.

Os advérbios, por sua vez, modificam verbos, adjetivos e outros advérbios. São responsáveis por informar as circunstância de determinada ação ou qualidade.

Eles podem ser confundidos com outros termos. Mas o que determina sua natureza é o caráter de circunstância ou condição.

Mike swim very fast — Mike nada muito rápido

Neste caso, veja só: “fast” costuma ser usado como adjetivo. Porém lembre-se: adjetivos modificam substantivos. “Very fast”, acima, está modificando o verbo “swim”. Tudo bem?

Sabendo, então, mais a respeito de prepositions e adverbs, podemos avançar com os Phrasal Verbs. Vamos lá?

Os tipos de Phrasal Verbs existentes

Há milhares de Phrasal Verbs, na língua inglesa. Seria praticamente impossível listar todos. Todavia é de máxima importância saber que há dois tipos principais de phrasal verbs: separable e unseparable.

Separable Phrasal Verbs — os que admitem separação

Phrasal Verbs separables

O primeiro tipo de Phrasal Verbs é separable. Ou seja: separável. Isso quer dizer que os termos que o formam podem ser divididos sem prejuízo de sentido.

Sabendo que “pick up” (pegar ou buscar em algum lugar) é um dos Phrasal Verbs, veja essas construções:

May you, please, pick it up for me? — Você pode, por favor, pegar isso para mim?

Would you pick daddy up in the hospital? — Você pegaria o papai no hospital?

Foi suficiente que “pick” e “up”, que formam o verbo frasal, estivessem na frase. E pouco importou se o pronome demonstrativo “it” ou o substantivo “daddy” estivessem no meio deles.

Outro exemplo bem comum vem de uma música do Wham! Veja só:

Wake me up before you go-go — Acorde-me antes de você ir

Wake up” é um dos Phrasal Verbs. Sua tradução é despertar, acordar. Porém, aqui, o “me” os separou sem qualquer prejuízo semântico.

Unseparable Phrasal Verbs — um casamento indissolúvel

Phrasal Verbs inseparáveis

O segundo tipo de Phrasal Verbs corresponde aos que são inseparáveis. Neles, nenhum outro termo pode dividi-los ou permanecer no meio deles. Estão juntos e não largam.

Nestes casos, não coloca-los lado a lado resulta em erro. Seu sentido se perde. Eles deixam de ser Phrasal Verbs, trazendo prejuízo à comunicação. Vejamos exemplos:

I will get rid of those spiders — Vou me livrar daquelas aranhas

Aqui, temos “get rid of” como um dos Phrasal Verbs. Seu significado é “exterminar”, “dar fim”. Porém nenhum dos três termos pode ser separado ou invertido. A estrutura é estática.

Da mesma forma, temos:

She ran into me… It’s not good — Ela se encontrou comigo sem querer… Isso não é bom

Neste exemplo, “run into” é um dos Phrasal Verbs. Representa “esbarrar”, “dar de cara”. Pode, também, ser substituído por “come across”, outro dos Phrasal Verbs com mesmo significado.

Vejamos, agora, os mais recorrentes Phrasal Verbs formados a partir de verbos bem convencionais.

Phrasal Verbs formados a partir de verbos comuns

Get — receber, obter, conseguir

Estes Phrasal Verbs nascem de derivações do verbo “get”. Como verbo, “get” corresponde a receber, obter, conseguir. Porém seu sentido muda ao tornar-se um de seus Phrasal Verbs.

Get up: levantar-se;
Get in: entrar;
Get away: escapar;
Get away with: livrar-se, safar-se;
Get out / off: sair;
Get on with: dar sequência, continuar;
Get over: superar;
etc.

 Go — ir

Os phrasal verbs a seguir deviram do verbo “go”, o qual significa “ir”:

Go on: seguir, dar continuidade;
Go out: sair;
Go after: seguir, acompanhar;
Go up: subir;
Go down: descer;
Go for: buscar;
Go off: disparar;
Go away: partir;
etc.

Look — olhar, parecer

A seguir, os derivados do verbo “look”, que tanto significa olhar quanto ser semelhante ou parecer:

Look down: menosprezar;
Look at: fixar o olhar, mirar;
Look for: buscar, procurar;
Look up: pesquisar;
Look into / over: investigar, examinar;
Look out: tomar cuidado;
Look forward to: aguardar com desejo;
etc.

Give — dar, oferecer

Vejamos, como último exemplo, os que são derivados de “give”. Este verbo possui, originalmente, o sentido de dar, doar, oferecer.

Give out: distribuir;
Give away: trazer à luz, desvelar;
Give back: devolver;
Give up: desistir;
etc.

Há incontáveis outras derivações mesmo para estes verbos, que apontei. Contudo listas apenas ajudam a ter um primeiro contato com o Phrasal Verbs. O ideal é não se obrigar a elas.

Por isso, continue a leitura. Tenho um ótimo conselho para você que quer aprender os Phrasal Verbs de verdade, sem precisar decorar listas.

Aprendendo os Phrasal Verbs sem listas

Aprendendo Phrasal Verbs

Por alguma razão, alguém, um dia, acreditou que decorar era a alma do aprendizado. Ledo engano.

Infelizmente, ainda hoje, multidões imprimem listas e listas de Phrasal Verbs. Há quem recomende que se decore de 30 a 50 deles por dia! Loucura, não é mesmo?

O que ocorre é que mesmo nativos não sabem de cor todos eles. E, se nem eles o fazem, por que você deveria?

O melhor modo, realmente, de aprender — e não decorar — é aos poucos ir possuindo intimidade com o Inglês. Afinal o decoreba não entrega resultados reais.

Por outro lado, ler, estudar, ver filmes e ouvir música são formas geniais de assimilar o idioma. E é a forma mais natural, dentre todas, de se desenvolver.

Claro que é preciso, também, estudar Gramática e conhecer fórmulas. Mas decorar se torna impossível diante do oceano de de tipos existentes.

Portanto, se quer memorizar alguns, foque nos principais. Como estes, que trouxe para você. Porém verá ser um esforço desnecessário quando sua fluência começar a surgir.

Você conseguirá, sem esforços e num ato espontâneo, reconhecer-los. Ainda mais que isso, poderá até supor, pelo contexto, seu real significado.

Então, conte-nos o que achou desta matéria, no campo dos comentários. E compartilhe com seus amigos!

Nosso grande objetivo é te tornar um falante desenvolto do Inglês. Por isso sempre traremos matérias novas e cheias de conteúdo exclusivamente para você!

Estejam atentos, caros alunos. Fiquem sempre por aqui!

See ya!

Mario Feitosa
Mario Feitosa
Mario Feitosa é músico, compositor popular, poeta e escritor. Atua, também, como professor de idiomas, redator, ghostwriter e revisor freelancer. É certificado, com o C2 Proficiency Level, pelo Instituto EF Education First em seu exame EF SET (Standard English Test).

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